A INSERÇÃO DA EMPRESA NO RAMO:

O latim sigillum (selo) designa o sinete, quase sempre em forma de anel, com o qual as autoridades imprimiam o lacre quente conferindo valor oficial aos documentos. Prerrogativa dos representantes do poder do Estado, seu uso era vedado a outros.
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Sinete e selo babilônicos |
A expedição de documentos oficiais ao longo da história esteve sempre acompanhada do trabalho de artíficies encarregados da produção de meios físicos que transformam simples pedaços de papel ou pergaminho em objetos únicos, garantia de direitos e obrigações bem definidos. Mas, o que é mais importante, que fossem também capazes de resistir às tentativas de burla de sua unicidade e autenticidade.
Assim, as artes gráficas estão intimamente ligadas à produção de documentos e, ao longo do tempo, derivou delas uma especialização que consiste em elaborar de forma artística de impressão nos quais o fator segurança é o parâmetro que conduz seu permanente desenvolvimento e sofisticação.
Nas diferentes civilizações no curso da história, notamos o trabalho conjugado de artistas plásticos, artesãos e escribas, elaborando padrões necessariamente complexos, cuja função é tornar a produção de documentos oficiais, por sua execução normalmente dispendiosa, viável apenas para o Estado e proibitiva para os demais.
Com a emergência dos regimes democráticos no século XIX, a produção de documentos oficiais, antes exclusivamente dos governos, tornou-se um serviço prestado por particulares as autoridades, sob forma variadas de contrato e rigorosa vigilância de sua idoneidade, garantia dos altos níveis de segurança que essa atividade exige.
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Departamento de criação |
Nos últimos 200 anos, seguindo pari passu os avanços da revolução industrial sua contemporânea, a produção de documentos de segurança adaptou-se ao explosivo incremento na procura causado pela formação da sociedade de massas. O aumento populacional, o surgimento de novas demandas bem como a constante renovação da prática da fraude levaram a uma necessária diversificação e cada vez maior especialização do setor, tornando hoje a pesquisa em novas tecnologias e o contínuo aperfeiçoamento das técnicas existentes um fator decisivo na qualificação de uma empresa para atuar nesse setor.
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Desenvolvimento
de produtos |
Sensível a essas exigências, a PRIMI assumiu o compromisso de atualizar-se permanentemente visando atender a requisitos complexos de segurança documental. Para isso, investe em tecnologia e recursos humanos, resultando numa filosofia empresarial que resgata o valor do trabalho artesanal, resultando no princípio demanda-pesquisa-soluções específicas que norteia sua atuação no mercado.
Num mundo conturbado como a atual, os desafios no setor de segurança documental são renovados na medida das novas necessidades geradas pelas demandas da vida moderna. E as práticas de fraudar não é só se renovam como também se refinam, levando as medidas preventivas a atuarem num grau elevado de especificidade. Daí resulta a PRIMI partir das especificidades da demanda, pesquisar e chegar a uma solução adequada a cada problema, justificando nosso princípio na busca das melhores soluções para itens tão diversos como selos fiscais, ingressos ou vales-transporte aos custos mais razoáveis do mercado.
BREVE HISTÓRICO DA SEGURANÇA DOCUMENTAL
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Sinete chines
(sec. VII) |
Após séculos de hegemonia do lacre e sinete, o surgimento da imprensa alterou profundamente a arte de produzir documentos. Embora a impressão com placas de madeira entintadas já fosse conhecida na China desde primórdios da era cristã, foi na Europa em fins da Idade Média que essa arte verdadeiramente evoluiu.
Região metalúrgica desde a Idade do Bronze, as montanhas da Europa central, mais precisamente o arco de terras que se estendem da Alemanha meridional ao norte da Itália passando pela Suíça, foi o cenário de importantes conquistas nesse setor.
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Artista gráfico (sec. XVI) |
A tradição no trabalho com metais aliada ao relativamente difícil acesso a suas terras elevadas, fez dessa região um berço natural de atividades como a confecção de numerário e a manutenção de sua segurança. Na Alemanha, onde a metalurgia era uma atividade antiqüíssima, ocorreu por volta de 1415 a criação da calcografia por Martin Schongauer, o qual transformou as placas de madeira em chapas metálicas, e depois, a revolução empreendida na cidade de Mogúncia por Johannes Gutenberg, que em 1438 produziu os primeiros tipos móveis fundidos em chumbo, técnica que acelerou e agilizou enormemente os processos de impressão.
Também na Alemanha do século XV, a calcografia enriqueceu-se com o trabalho de gravação em buril praticado pelos ourives, dando origem a uma técnica que se desenvolveu simultânea e independentemente na Itália onde se denominou intaglio. De fato, o intenso intercâmbio entre a Alemanha e a Itália medievais,1 torna praticamente impossível definir quem primeiro valeu-se da técnica de impressão com chapas metálicas trabalhadas a buril. Embora na Itália do Renascimento a documentação dos fatos históricos estivesse muito mais desenvolvida, datando de 1460 os primeiros registros por Giorgio Vasari do emprego do intaglio pelo florentino Maso Finiguerra (1426-?), é difícil que novidades técnicas proviessem de fora de regiões por natureza especialistas em sua produção, como o mostra a relação profunda entre metalurgia e a Europa central.
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Oficina gráfica (sec. XVI) |
Ocorre ainda um registro aparentemente lendário da criação independente do intaglio. Conta-se que numa oficina, uma espada ricamente entalhada recoberta de uma tinta betuminosa e envolta numa folha de papel, jazia sobre uma mesa à espera de acabamento. Num certo momento, uma criada desse estabelecimento teria colocado inadvertidamente um grosso pano úmido sobre o papel que recobria a arma. Reza a lenda que o papel pressionado pelo trapo úmido contra a tinta betuminosa que revestia os entalhes incrustrados na lâmina da espada ficou marcado por eles, originando os relevos característicos do intaglio.
Mas, o fato é que, praticada a princípio sobre chapas de cobre, a calcografia foi muito utilizada na ilustração de livros, entrando em decadência no século XVIII. Todavia, devido à precisão austera das gravuras a buril, essa técnica mostrou-se uma das mais adequadas para a produção de documento oficiais, limitando-se seu uso no século XIX praticamente a isso.
O episódio do artista inglês William Ryland (1732?-1783), gravador notável, enforcado por falsificação de dinheiro após trabalhar para o rei Jorge III é representativo dos desafios lançados à arte de produzir documentos oficiais únicos e autênticos nessa época de profundas transformações econômicas e sociais seguidas de um explosivo crescimento na demanda por tais artigos, em particular papel-moeda, selos, títulos e ações.
Assim, as conquistas da revolução industrial foram sendo rapidamente incorporadas às técnicas da arte documental visando tornar os papéis oficiais mais resistentes à ação dos fraudadores. Exemplos disso são a utilização a partir da primeira metade do século XIX de chapas de aço ao invés de cobre, o que as tornou mais resistentes e levou a um intenso desenvolvimento do intaglio ou talho doce, o qual gozou por muito tempo grande prestígio como o meio ideal de impressão de segurança.

Itens de segurança do Séc. XVIII ainda em uso em alguns documentos
Sua utilização em massa iniciou-se com a fabricação de papel-moeda e com a emissão dos primeiros selos postais na Inglaterra em 1840, criados por sir Rowland Hill, diretor geral dos Correios britânicos e produzidos pela firma Perkins, Beacon & Petch, que também imprimia as cédulas brasileiras.
Ao longo do século XX, a explosão na demanda por documentos oficiais e de segurança conjugou-se a um surto sem precedentes de inovações tecnológicas, motivando uma surpreendente diversificação na forma de preservar esses itens da ação dos fraudadores, garantindo-lhes unicidade e autenticidade. Um dos impulsos mais notáveis a essas atividades foi dado pela invenção de uma série de aparelhos de reprografia os quais a tecnologia não só fez mais poderosos como também mais acessíveis.
De fato, a revolução informática das duas últimas décadas tornou máquinas xerográficas, scanners de alta definição e impressoras digitais acessíveis e capazes de reproduzir com relativa perfeição dispositivos de segurança documental utilizados há séculos. Isso levou as empresas do ramo a uma verdadeira guerra tecnológica em busca de novos modos de tornar impossível ou proibitiva a reprodução fraudulenta de documentos.
Assim, em resposta a tais desafios, chegamos ao século XXI munidos de todo um arsenal de meios gráficos, óticos, digitais, eletrônicos, físicos e químicos de proteção à segurança documental - os quais serão descritos adiante - concebidos para inibir e frustrar a ação dos fraudadores. Dispomos hoje de tarjas magnéticas, hologramas, papéis, plásticos e matrizes especiais, textos microscópicos, sistemas especiais de impressão, tintas, fotos, termo e mecano-sensíveis, leitores óticos, softwares e outros recursos além das tecnologias tradicionais herdadas do passado, em constante reavaliação e aperfeiçoamento visando manter os elevados padrões de segurança exigidos por governos, empresas e cidadãos num mundo conturbado como o atual.
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Fabricação de
matrizes holográficas |
Com a geração e circulação de riqueza cada vez mais intensas que ocorrem hoje em dia, crescem na mesma proporção o número, a capacidade e a disposição de indivíduos dispostos a tomar atalhos que levem a ela com o menor esforço possível. Nesse sentido, a PRIMI, tem por norma adiantar-se às eventualidades buscando, trabalhando e aperfeiçoando os mais modernos recursos, resultando em soluções específicas, únicas e por isso mesmo sigilosas para atender às demandas complexas e diversificadas no ramo das artes gráficas de segurança, garantindo ao máximo a natureza individualizada e autêntica de seus produtos. |